A Chief Marketing Officer do Grupo Refriango, Tânia Sousa Jardim, defende que a liderança sustentável começa muito antes da definição de estratégias, metas ou indicadores. Para a gestora, liderar é, antes de tudo, um exercício interno de consciência, maturidade emocional e presença.
Com base na sua experiência em diferentes mercados internacionais, alguns particularmente exigentes, a executiva sublinha que a intensidade faz parte da liderança, mas que o verdadeiro problema surge quando falta consciência. Para Tânia Sousa Jardim, liderar nunca foi apenas exigir resultados, mas saber ler as pessoas, perceber o que as move e decidir quando proteger e quando confiar.
A autora destaca ainda que nenhum líder chega neutro ao seu papel. Histórias pessoais, crenças, medos e experiências acompanham cada decisão e entram na sala de reuniões sob a forma de necessidade de controlo, medo de falhar ou dificuldade em delegar. Num mundo marcado pela fuga ao silêncio e ao desconforto, torna-se mais fácil justificar o desgaste com factores externos do que olhar para dentro.
No texto, a gestora defende que a liderança amplifica fragilidades não resolvidas: líderes inseguros tendem a controlar em excesso e líderes cansados transformam quase tudo em urgência. Por isso, liderar em contextos duros exige ainda mais humanidade e maturidade emocional.
Tânia Sousa Jardim conclui que a liderança sustentável não é uma tendência passageira, mas uma necessidade estratégica num mundo em aceleração constante. Para a executiva, a verdadeira vantagem competitiva está na capacidade de liderar com clareza, presença e sem fugir de si próprio, reforçando que “liderar até quebrar não é liderar, é apenas adiar um encontro inevitável connosco mesmos”.
