Uma investigação conduzida pelo Laboratório de Segurança da Amnistia Internacional confirmou que o jornalista angolano Teixeira Cândido foi alvo de uma operação de espionagem cibernética através do software ‘Predator’, ferramenta considerada de alta intrusão no mercado internacional de vigilância digital.
Fontes próximas à investigação indicam que outras figuras, incluindo jornalistas, activistas e académicos, poderão igualmente ter sido alvo da mesma operação de espionagem.
Teixeira Cândido, antigo Secretário-Geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos e reconhecido defensor da liberdade de imprensa, reagiu à descoberta afirmando: “Sinto-me nu. Não sei o que têm em sua posse sobre a minha vida”.
Segundo o relatório, o ataque teve início com recurso a técnicas de engenharia social, método frequentemente utilizado para induzir a vítima a interagir com conteúdos maliciosos que permitem a instalação do software espião.
O caso reacende o debate sobre a proteção de dados, a segurança digital e as garantias de liberdade de imprensa em Angola, num contexto em que organizações internacionais têm alertado para o uso crescente de tecnologias de vigilância contra membros da sociedade civil em diversos países.
