Mais de cem estudantes angolanos denunciam a recusa dos seus pedidos de visto de estudo para o Brasil, numa decisão que, segundo relatos dos candidatos, ocorreu de forma simultânea ao longo da mesma semana na embaixada brasileira em Angola.
Os estudantes afirmam que as candidaturas estavam associadas a programas académicos brasileiros, nomeadamente a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira e o Programa de Estudantes-Convénio de Graduação (PEC-G), iniciativas que tradicionalmente recebem estudantes de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
De acordo com os relatos, vários candidatos já tinham concluído o processo de preparação documental, incluindo o reconhecimento de certificados e outros requisitos exigidos para o ingresso nas instituições de ensino. Alguns afirmam ter gasto mais de 500 mil kwanzas em despesas administrativas ligadas ao processo.
Até ao momento, segundo os estudantes afectados, não foi apresentada uma explicação pública detalhada por parte da embaixada brasileira sobre as razões para a recusa dos vistos.
Perante a situação, os candidatos apelam à intervenção das autoridades angolanas e da sociedade civil para que sejam procuradas soluções ou esclarecimentos sobre o processo. Muitos defendem que o objectivo das candidaturas é exclusivamente académico e alertam para o impacto da decisão no futuro dos estudantes envolvidos.
Entretanto, esforços estão a ser feitos para ouvir a versão dos Serviços consulares da embaixada do Brasil em Angola.