A Seleção Nacional de Angola não realizará qualquer jogo durante a janela internacional da Data FIFA de março, confirmou a Federação Angolana de Futebol em comunicado divulgado esta terça-feira.
Segundo a instituição, a decisão foi tomada após uma avaliação técnica e estratégica da direcção desportiva, tendo em conta o actual momento da equipa nacional, que permanece sem treinador desde a saída do técnico francês Patrice Boumelle.
De acordo com a FAF, a realização de partidas neste período não acrescentaria valor ao processo de preparação da seleção. A prioridade passa agora por reorganizar o planeamento desportivo, reforçar a integração dos jogadores e preparar o enquadramento para a futura equipa técnica.
Inicialmente estavam previstos dois jogos amistosos no Dubai frente às seleções da Jordânia e do Irão. Contudo, o agravamento do conflito no Médio Oriente e a instabilidade na região levaram a uma reavaliação do plano inicial, contribuindo para o cancelamento da deslocação e das partidas programadas.
A federação acrescenta que a ausência de jogos também permite preservar o rendimento físico e tático dos atletas, evitando desgaste desnecessário, sobrecarga competitiva e eventuais lesões num período sem compromissos oficiais. A medida também evita deslocações internacionais e interferências no calendário dos clubes que contam com internacionais angolanos.
Especialistas do futebol angolano consideram que esta pausa pode oferecer à FAF uma margem adicional para definir o novo seleccionador nacional, avaliar o rendimento individual dos jogadores e estruturar um modelo competitivo mais consistente para os próximos compromissos internacionais.
A federação reafirma que os Palancas Negras continuam focados na preparação para os desafios oficiais que se aproximam, nomeadamente as qualificações para a Copa do Mundo e para o Campeonato Africano das Nações. Paralelamente, a instituição garante manter a aposta na identificação e desenvolvimento de jovens talentos que possam reforçar o plantel da seleção nacional.
Analistas sublinham que a definição do novo treinador deverá ser uma prioridade para garantir estabilidade no projecto desportivo e preparar Angola para elevar o seu nível competitivo no futebol africano.