Oku Saka

Sapinãla diz que as suas declarações sobre Chivukuvuku são uma opinião pessoal: "Temos assuntos sérios no País por resolver"

O deputado à Assembleia Nacional e secretário provincial da UNITA em Luanda, Adriano Sapinãla, declarou esta semana não ter cometido qualquer infracção com as declarações que proferiu sobre o presidente do PRA-JA Servir Angola, Abel Chivukuvuku, descrevendo as suas palavras como a expressão de um ponto de vista pessoal. 

A posição surge após a polémica gerada por intervenções públicas do deputado que motivaram uma resposta formal do PRA-JA e a contratação de um advogado por parte de Chivukuvuku.

As declarações em causa foram proferidas por Sapinãla durante uma intervenção num evento em França para o qual foi convidado. O deputado afirmou serem autênticas as imagens em que Chivukuvuku surge a receber uma caixa térmica contendo alegadas quantias avultadas em dólares, supostamente entregues pelo general Bento dos Santos Kangamba, figura influente do MPLA. Sapinãla defendeu que um político da dimensão de Abel Chivukuvuku, na Europa, estaria preso, referindo os casos de Nicolas Sarkozy em França e José Sócrates em Portugal. As afirmações circularam em vídeo nas redes sociais. 

O PRA-JA Servir Angola emitiu um comunicado a repudiar as declarações, classificando-as como "infelizes" e atentatórias ao bom nome de Chivukuvuku, acusando o parlamentar de ter agido de má-fé, com linguagem de ataque pessoal, ódio declarado e premeditação. O partido considerou "particularmente preocupante" que tais declarações partam de um responsável com funções parlamentares e partidárias, defendendo que o exercício de cargos públicos deve estar ancorado em princípios de responsabilidade, moderação e ética política. 

Abel Chivukuvuku instruiu o seu advogado a intentar uma acção judicial contra Adriano Sapinãla, com o objectivo de repor a verdade, defender o seu bom nome e salvaguardar a sua dignidade. A queixa foi formalizada junto dos tribunais angolanos.

Confrontado com a polémica, Sapinãla afirmou estar "tranquilíssimo" e garantiu não estar a tecer comentários sobre o assunto. Ainda assim, quando questionado pelo Novo Jornal, esclareceu que se limitou a dar "a sua opinião sobre uma questão que envolvia o nome de Abel Chivukuvuku", insistindo que manifestar uma opinião não constitui crime em nenhuma parte do mundo. Acrescentou: "Temos assuntos sérios no País por resolver."

A afirmação central de Sapinãla, a de que as imagens da denominada "caixa térmica" são autênticas, não foi verificada publicamente por nenhuma entidade independente. O PRA-JA não reconhece a veracidade das imagens. A questão da autenticidade das imagens permanece, até ao momento, sem confirmação ou desmentido com base em prova verificável.

Enviar um comentário

Deixe a sua opinião

Postagem Anterior Próxima Postagem

Pub

Oku Saka
Oku Saka