O Serviço de Investigação Criminal voltou a desmentir os conteúdos que circulam nas redes sociais sobre supostos casos de desaparecimento de órgãos genitais envolvendo cidadãos angolanos e da República Democrática do Congo.
Num comunicado enviado ao jornal OPAÍS, o porta-voz do SIC-Geral, Manuel Halaiwa, afirmou que as informações divulgadas não possuem “qualquer sustentação técnica ou científica” e reiterou que os relatos em circulação são falsos.
Segundo o SIC, a Direcção de Medicina Legal da instituição foi accionada para proceder à avaliação dos cidadãos que se apresentaram como vítimas dos alegados casos. Os indivíduos foram submetidos a exames médicos directos para verificar a existência de quaisquer alterações físicas.
As conclusões apresentadas pela instituição indicam que nenhum dos examinados apresentava qualquer anomalia física nos órgãos mencionados nos vídeos e mensagens que têm circulado nas plataformas digitais.
O SIC sustenta que os resultados reforçam a posição oficial das autoridades de que os conteúdos difundidos nas redes sociais não têm fundamento e contribuem para a propagação de desinformação e alarme social.
Nos últimos meses, diferentes vídeos e publicações relacionados com alegados desaparecimentos de órgãos têm circulado em Angola e noutros países africanos, provocando medo e tensão entre populações locais. As autoridades têm apelado repetidamente à verificação de informações antes da sua partilha pública.
O Serviço de Investigação Criminal voltou igualmente a recomendar prudência na divulgação de conteúdos não confirmados e alertou para os riscos associados à propagação de rumores capazes de gerar pânico e perturbação social.