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Governo dos EUA confiscou presentes distribuídos pela China durante visita de Donald Trump: “Nada vindo da China entra no Air Force One”

O governo dos Estados Unidos confiscou e descartou todos os presentes distribuídos pelas autoridades chinesas a funcionários americanos e jornalistas que acompanharam a visita oficial do Presidente Donald Trump a Pequim.

A informação foi divulgada por diferentes meios de comunicação internacionais, incluindo o New York Post e a Sky News. Segundo os relatos, os materiais oferecidos pela organização chinesa foram recolhidos antes do embarque no Air Force One, avião presidencial norte-americano.

A jornalista Emily Goodin, correspondente do New York Post na Casa Branca, escreveu nas redes sociais que a equipa americana confiscou “credenciais, celulares descartáveis da equipa da Casa Branca, broches da delegação” e outros materiais distribuídos durante a visita.

De acordo com a jornalista, os objectos foram colocados numa lixeira antes do embarque da delegação presidencial. “Nada proveniente da China é permitido no avião”, escreveu Emily Goodin.

A Sky News avançou igualmente que os crachás e pins entregues aos jornalistas foram recolhidos e descartados juntamente com equipamentos fornecidos temporariamente aos funcionários americanos.

A visita de Donald Trump à China durou dois dias e terminou nesta madrugada. Durante a cimeira em Pequim, Trump reuniu-se com o Presidente chinês Xi Jinping para discutir temas ligados ao comércio, segurança internacional e energia.

Os dois líderes emitiram um comunicado conjunto defendendo a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, no Irão, e posicionaram-se contra qualquer tentativa de militarização ou cobrança de taxas de passagem naquela rota estratégica para o petróleo mundial.

Segundo o entendimento anunciado, a China sinalizou que poderá reduzir apoio diplomático e fornecimento de equipamentos militares ao Irão caso Teerão continue a bloquear o estreito. Em paralelo, Pequim demonstrou interesse em aumentar a compra de petróleo norte-americano para reduzir a dependência das rotas energéticas do Médio Oriente.

Apesar de não ter sido anunciado um acordo definitivo para encerrar a guerra comercial entre os dois países, foi mantida a trégua tarifária iniciada em Outubro de 2025, bem como os mecanismos para garantir o fornecimento de terras raras chinesas aos Estados Unidos.

Antes de deixar Pequim, Donald Trump afirmou que a relação com Xi Jinping está “melhor do que nunca” e confirmou uma futura visita do líder chinês a Washington ainda este ano.

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